sábado, 26 de novembro de 2011

Repouso no Espírito e Renovação Carismática

Repouso no Espírito e Renovação Carismática

Na Renovação Carismática, encontram-se várias manifestações do poder do Espírito Santo, que de início espantaram grandemente, mas que são agora mais facilmente admitidas como autênticas; é assim com o dom das línguas, das curas, a Efusão do Espírito, a imposição das mãos.

Mas há um fenômeno sobrenatural menos conhecido, que se torna cada vez mais frequente na Renovação Carismática: é o repouso no Espírito. Depois de um estudo atento sobressai, sem equívoco possível, que esta experiência encontra o seu fundamento na teologia.

Com efeito, o repouso no Espírito reveste-se das características do arrebatamento (que é uma espécie de êxtase) salvo na sua causa imediata, que é o pedido feito a Deus, numa oração apropriada.

Convém lembrar que se encontra uma situação semelhante no Batismo do Espírito. Com efeito, este favor espiritual era normalmente concedido àqueles que faziam progressos notáveis na vida espiritual, enquanto que agora é recebido até pelos pecadores, por vezes de um modo instantâneo, na sequência de uma oração feita por outros para esse fim. É assim, também, para o repouso no Espírito. Outrora, apenas se encontrava (pelo menos na maior parte das vezes) nas pessoas avançadas na vida espiritual; pelo contrário, nos nossos dias, a oração ao Espírito Santo obtém-no até para os pecadores.

Como é um arrebatamento, o repouso no Espírito é da mesma família da ordem extática, mas não arrasta consigo a santificação da pessoa nalguns instantes. Esta experiência mística é destinada a favorecer uma vida cristã mais fervorosa ou uma conversão do coração.

Habitualmente, o arrebatamento verifica-se em pessoas avançadas na vida espiritual, ou, como dizia Santa Teresa d'Ávila, que atingiram as sextas moradas do castelo interior. Não se chega, portanto, de um pulo, ao período do êxtase ou do arrebatamento; em geral este é precedido de uma série de etapas de contemplação infusa, das quais a menos elevada é chamada por Santa Teresa d'Ávila "oração de contemplação".

Lembremo-nos de que há três graus no êxtase:
1) O êxtase simples, quando este se produz lentamente, ou se não é muito forte;
2) O deslumbramento, quando o êxtase é súbito e violento;
3) O voo do espírito, quando, como diz Santa Teresa d'Ávila, "age de tal maneira que o espírito parece verdadeiramente sair do corpo".

Ora, as características do deslumbramento encontram-se no repouso no Espírito, salvo, evidentemente, o grau avançado de vida espiritual. Com efeito, acontece que Deus concede uma tal experiência espiritual a pessoas de virtude vulgar, ou a principiantes na vida espiritual, a fim de os atrair a Si.

O repouso no Espírito resulta, mais frequentemente, da imposição das mãos, ou pelo menos de um toque da mão na cabeça, embora esse gesto não seja sempre necessário. A pessoa começa a vacilar, para finalmente cair devagarinho para trás. Esta queda é causada por uma graça tão poderosa do Espírito Santo que o corpo já não pode suportá-la e, então, as suas forças abandonam-no. Contudo, é preciso esclarecer que a queda não é obrigatória e não condiciona, necessariamente, a recepção da graça. Por outro lado, aqueles que não "caem" são afetados por uma vertigem não desagradável, tremuras ou pernas debilitadas, mas estas manifestações físicas são impregnadas de doçura e de paz. A sensação interior de repouso no Espírito parece existir também nas pessoas que não caem.

Repouso no Espírito e Missão Divina

O repouso no Espírito supõe uma nova efusão do Espírito Santo ou, mais precisamente, como se chama em teologia, uma nova missão deste Espírito Divino. Lembremos que as Missões Divinas, quer dizer, o envio das Pessoas do Filho e do Espírito Santo, podem ser visíveis ou invisíveis. Estas últimas constituem as principais modalidades da ação santificadora da Trindade Santa nas nossas almas.

Quanto ao repouso no Espírito, não é uma nova vinda da Pessoa do Espírito Santo, já recebida no Batismo; pelo contrário, consiste numa nova efusão das suas graças e das suas manifestações. Esta nova efusão do Espírito Santo realiza, então, uma renovação real da relação da pessoa com o Espírito Santo que já a habita e uma experiência de Deus mais íntima, que se abre num conhecimento amoroso mais ardente.

O repouso no Espírito é, portanto, o efeito de uma missão divina, porque comporta o progresso na vida espiritual e porque constitui um novo estado de graça santificante.

Repouso e Batismo no Espírito

O repouso no Espírito resulta, portanto, de uma nova efusão do Espírito Santo, mas de um gênero diferente da que o Batismo no Espírito provoca. Com efeito, a experiência espiritual do repouso no Espírito parece realizar-se, sobretudo, ao nível da inteligência. Pelo contrário, o Batismo no Espírito verifica-se, em especial, ao nível da afetividade.

O repouso no Espírito desenvolve consideravelmente a acuidade intelectual, no sentido em que a atenção é mais levada para a experiência atual da intimidade divina. A consciência é amplificada, mas é desviada das realidades exteriores e é mais centrada na realidade sobrenatural. Por outro lado, os limites pessoais podem, também, tornarem-se mais manifestos. Há, portanto, um engrandecimento da lucidez interior sobre Deus e sobre si próprio.

O repouso no Espírito é um arrebatamento que interrompe o conhecimento que se pode adquirir por si próprio. O Espírito Santo não faz, portanto, um vazio na inteligência, mas suspende temporariamente a sua atividade, fixando-a em Deus. É isto que se chama, em teologia mística, a "ligação das faculdades".

Tudo o que a alma conhece pelas suas próprias forças não é nada, em comparação com os conhecimentos abundantes e rápidos que lhe são comunicados durante os arrebatamentos. O repouso no Espírito é frequentemente acompanhado de luzes especiais e novas, que se dirigem para Deus, para o Cristo, para a sua misericórdia, para o valor da vida cristã, para os pecados, para os defeitos, os insucessos, etc. Estas luzes não acontecem sempre explicitamente durante o repouso no Espírito, mas a sua compreensão desenvolve-se ao longo das horas ou dos dias que se seguem à experiência.

Durante os arrebatamentos e, portanto, durante o repouso no Espírito, Deus revela segredos de ordem sobrenatural; habitualmente, sente-se que a inteligência cresce, que há um aumento das faculdades superiores. Acodem ao espírito ideias profundas, mas é impossível explicá-las com detalhe e com precisão. Isto advém do fato não de que a inteligência estivesse como que adormecida, mas de que foi elevada a verdades que ultrapassam a capacidade do espírito humano.

Enquanto a inteligência conhece uma dilatação prodigiosa, a atividade da imaginação está suspensa durante os períodos culminantes. Quanto mais a luz é forte, mais a alma se sente encandeada, cega. Por outro lado, se ficarmos somente pelas aparências, o repouso no Espírito pode apresentar algumas semelhanças com os estados parapsicológicos, como os estados hipnóticos, histéricos, mediúnicos, magnéticos, letárgicos, cataléticos... Contudo, a semelhança é apenas exterior; apresenta-se somente nos fenómenos corporais, que têm relativamente pouca importância no repouso no Espírito. Quanto à sugestibilidade, pode, por vezes, contribuir para provocar o repouso no Espírito; contudo, não se deve exagerar a sua importância. De qualquer maneira, é impossível que a sugestão, por si própria, possa provocar uma reação tão violenta e tão súbita como o repouso no Espírito.

Repouso no Espírito e incapacidade corporal

O repouso no Espírito traduz-se, habitualmente, por uma incapacidade corporal. A pessoa começa por vacilar, para finalmente cair suavemente para trás; a energia física desvanece-se. A pessoa está como que ofuscada pela intensidade da presença interior do Espírito Santo. Há, então, incapacidade de adaptar o psiquismo e os sentidos a uma experiência espiritual tão intensa.

Em termos técnicos, pode dizer-se que, no decurso do repouso no Espírito, só o "Pneuma" se liberta para se "aquecer" no seio do Pai, enquanto que a "psique" está como que ligada desde que se deu a "invasão" do corpo pelo Espírito Santo. Enquanto a pessoa "repousa" no chão, parece estar num meio-sono, banhada numa grande paz. Terá, por vezes, a impressão de estar como num outro mundo, ou ainda, como do lado de fora do seu corpo. Saboreia uma grande alegria interior, um amor de Deus muito intenso, a que se junta por vezes uma cura física ou interior, ou opera-se uma conversão profunda. O repouso no Espírito dá, frequentemente, forças novas ao corpo e ao espírito, tal como o sono natural regenera as forças corporais. O repouso no Espírito é uma inibição reparadora.

Quanto à duração, vai de alguns segundos até algumas horas. Quanto mais tempo dura, mais a influência divina é susceptível de ser profunda. A maior parte das pessoas deseja não ser incomodada, a fim de saborear esta presença invulgar de Deus.

Como recebê-lo

De uma maneira geral, pode dizer-se que uma pessoa que está habitualmente aberta às inspirações do Espírito Santo, esteja ou não avançada na vida espiritual, está mais disposta ao repouso no Espírito. Pode notar-se, contudo, uma diferença: é que a pessoa avançada continuará tranquila e sossegada, enquanto que a outra estará sujeita à emoção.

Se o repouso no Espírito não se produz, a pessoa poderá, até mesmo, ser santa e habituada à influência do Espírito. De qualquer maneira, é preciso evitar fazer um julgamento geral sobre as pessoas que recebem o repouso no Espírito e as que não recebem. Mas, em poucas palavras, pode dizer-se que apenas não se recebe o repouso no Espírito porque se resiste, recusando-o, ou então porque se está habituado à ação do Espírito em si próprio.

Por outro lado, o repouso no Espírito sobrevém, a maior parte das vezes, na oração. Pode tratar-se de um grupo de pessoas, mais ou menos considerável, reunido para uma oração comum, seja litúrgica, seja carismática; mas uma ocasião muito favorável é a celebração eucarística, especialmente depois da santa comunhão. Quanto mais a atmosfera está impregnada de oração, mais o repouso no Espírito se manifesta, por vezes mesmo sem as que as pessoas sejam tocadas por outras. A oração de louvor é uma causa particularmente eficaz do repouso no Espírito. Este repouso também se produz, muitas vezes, a seguir a um ministério de pregação, confinante a orações de cura. Convém assegurar um clima tranquilo na assembleia e evitar a exaltação da assistência e toda a procura de espetáculo.


Pe. O. Melançon, CSC

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Não Existe Caminho Para Jesus Cristo sem Oração

Não existe caminho para Jesus Cristo sem oração
Padre Reginaldo Manzotti


Oração é força em todos os momentos, mas quem é de oração diária sabe que nem todo dia é fácil ter fé. Rezar é um diálogo amoroso [com Deus], mas também uma disciplina, uma questão de fé. No entanto, eu percebo que deixamos para rezar apenas nos momentos de desespero, de incertezas; e não entendemos os três pilares da oração: vida, Palavra e liturgia.

Hoje, vamos nos lembrar de que a intimidade com Deus é estar na presença d'Ele; a mesma intimidade que Moisés teve com o Senhor no Êxodo; a intimidade profunda de Jesus com o Pai. Assim Cristo viveu, morreu e ressuscitou.

Querido povo de Deus, lembremo-nos do que Nosso Senhor representou na vida dos apóstolos: um homem de profunda oração. Tanto que é chamado de "o novo Moisés". Moisés foi um líder espiritual, passou por todo o processo de conversão, fez a experiência da sarça ardente. O maior trabalho do profeta não foi com o faraó, mas trabalhar a consciência dos anciãos, convencê-los e a todo povo de que poderiam ter uma vida diferente na Terra Prometida. Esse foi seu maior trabalho.

No livro do Êxodo, Moisés é chamado a subir o Monte Sinai e lá permanecer por 40 dias e 40 noites. Nesse tempo, o povo se perdeu, fez um bezerro de ouro. O povo tinha quebrado o pacto com Deus, traído Javé. Ao voltar, o profeta se depara com um povo traidor. Então, o Senhor lhes diz: “Jamais andarei entre vós”. Moisés diz: “Se é, pois, verdade que gozo de teu favor, faze-me conhecer teus caminhos, para que te conheça e assim goze de teu favor. Considera que esta nação é o teu povo”. Deus lhe responde: “Farei também isto que pediste, pois gozas de meu favor, e eu te conheço pelo nome” (Êxodo 33,13-17). Intimidade é entrega, é confiança, cumplicidade, parcimônia, é quando o sonho de um se mistura ao sonho de outro. Para mim, oração não é uma coisa estanque, mas intimidade, é viver dia e noite na presença de Deus.
Ser íntimo de Deus é estar na presença d'Ele


Jesus é o mestre da oração, razão pela qual os apóstolos Lhe pediram que os ensinasse a rezar. A base da oração está em Lucas: “Pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta será aberta” (Lucas 11,9-10). Por que você reza? Porque acredita, porque necessita do Senhor. Rezar sempre foi o apelo de Jesus feito para nós. Precisamos fazer um condicionamento espiritual, nos exercitar na oração. Se temos de exercitá-la, temos de aprender a rezar. Mas quais são as suas dificuldades na oração? Já me fiz essa pergunta. Geralmente, as respostas são: falta de tempo (desculpa esfarrapada!), distração, dificuldade de oração.

Onde buscar conteúdo para a oração? 1 - Na Palavra de Deus, a primeira mina d'água da oração. Se você não tem a Palavra, a oração não flui. 2 - Na liturgia da Igreja. Uma pessoa que não tem uma vida de sacramento, raramente tem uma vida de oração.3 - Nas virtudes de fé, esperança e caridade. Elas são conteúdos da nossa oração.4 - A vida. Leve sua vida em oração para Jesus. Rezar é derramar sua vida para Ele, dizer-Lhe como ela está. Quando a vida entra na oração, pode ser que o que temos para mostrar ao Senhor não seja muito bom, seja pouco, mas é o que Deus quer de você. Muitas vezes, não progredimos na oração, porque achamos que ela é só para as horas de UTI. Mas não existe caminho para Jesus Cristo sem oração.Quero lembrá-los de que Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. Mas como rezar? A Igreja nos ensina algumas maneiras:
"Ninguém fica na presença de Deus sem estar empregnado d'Ele"


O primeiro tipo de oração é a vocal. É quando Deus fala ao ser humano por meio de Sua Palavra e por meio dela nos dirigimos a Ele. Uma das expressões da oração vocal é o Pai-nosso, mas a oração vocal não pode estar desligada do nosso desejo, porque, senão, torna-se uma oração mecânica.Acredito que mesmo uma pessoa que entra numa igreja e fique distraído o tempo todo, Deus melhora a vida dela, porque ninguém consegue estar no sol sem se bronzear. Da mesma forma ninguém fica na presença de Deus sem estar empregnado d'Ele. Mas o contrário também acontece, pois se você ficar na presença do demônio, também ficará encardido. É importante lembrar-se de que a oração vocal é uma expressão de palavra e também uma oração direta com Deus.

O segundo tipo de oração é a litúrgica. Ela tem de ser uma expressão exterior que nos acompanha e dá sentido às coisas, como ajoelhar-se, sentar-se no momento da leitura para ouvir a Palavra e levantar-se no Evangelho, estar de prontidão, atento. A oração tem de vir com sentimento e passar pelos nossos sentidos.O canto na liturgia também é uma forma de oração. Santo Agostinho disse: “Quem canta reza duas vezes”. Toda oração é poderosa; sua força não está no poder da palavras, mas na fé, nas virtudes. Querido povo de Deus, temos de aceitar os momentos de "oásis", mas a maior parte de nossa vida é feita no "deserto". Se quisermos ficar apenas no oásis, não chegaremos à Terra Prometida.Você tem pedido para Deus tirar sua tibieza, sua falta de fé? Nem toda hora é fácil ter fé, nem toda hora é fácil tomar a cruz. Mas caminhe pelo deserto para alcançar a Terra Prometida.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Testemunho de Vida

Caríssimos Irmãos e Irmãs
Paz e Fogo

Sabemos que existe diversos fatores que move o amor de Deus dentro de nós, a vontade de Evangelizar e seguir em Frente. Particularmente pra mim, existe um fator primordial que move esse amor de Deus dentro de mim, na Missão do meu grupo de oração e em toda a minha vida: O Testemunho de Vida.

Dentro do Ministério de Pregação, ouvimos frequentemente a frase: É preciso primeiro eu testemunhar a minha vida, para depois pregá-la.
Pois bem amados, o testemunho de vida é um impulso para a nossa vida, são exemplos e lições que a própria vida encarregou de nos ensinar, promovendo-nos o crescimento, fortaleza, sabedoria, força e lição.

São Francisco de Assis, em um de seus belos ensinamentos, falou assim uma vez:
Estava eu saindo para evangelizar, quando falei para os meus "discipulos": - Vem comigo, vou sair para pregar!" Os seguidores de São Francisco logo entusiasmados, seguiram-no, com entusiasmo e alegria de poderem pregar as nações. São Francisco, junto aos seus seguidores, andaram por todo um povoado. Ao chegarem, todos comentavam entre si aquela Missão, e euforicos, curiosos, perguntaram a ele: Mas Francisco, andamos por todo o povoado e não pregamos se quer uma palavra!!
Sabiamente São Francisco respondeu: Prego todos os dias com o meu testemunhos, se preciso for, uso as palavras!!!

O testemunho é a nossa forma de vida, de pregar, de evangelizar, de dar força e de mover o amor de Deus em nós e nos irmãos.

Amados do Senhor, trago-vos hoje um testemunho de vida lindo, de uma irmã que conheci no Rio Grande do Norte, através da minha evangelização pelas redes sociais. Me comoveu muito a forma como ela fala da vida, da vontade de viver, na fé que tinha em sair da situação em que se encontrava e de como ela amava Deus por tudo aquilo.

Tive a graça de conhece-la pessoalmente, o que só me comprovou o tamanho da fé que ela sente em Deus, da confiança por tudo aquilo que Deus coloca na vida dela.
Aproveitem, deliciem-se, movam-se por esse exemplo de vida. Creiam que a vontade de Viver, é muito maior, quando ouvimos a ação de Deus na vida das pessoas.


Testemunho de vida de Mylla Sabrina - Carnaúba dos Dantas - RN
Por Mylla Sabrina:


Senhor, hoje estou aqui para ofertar a minha gratidão, mostrar a frente de todos o meu amor por ti e mostrar a todos a minha vitória, pois o Senhor livrou minha alama da morte, mudou minha dorte, sou um MILAGRE, aqui estou.
Em um trágico acidente aconteceu tudo isso comigo. Cheguei em Natal muito mal, inconsciente, a bacia com três fraturas e uma quebradura, com anemia forte, tive hemorragia na bacia e precisei tomar sangue para repor. No hospital, falavam que meu estado era grave e que restava rezar. mas graças a Deus ainda não era a minha hora de partir. Ainda tenho muito o que viver e aprender, tenho muito a desfrutar do amor de Deus.

Passei 26 dias em Natal, 9 dias no Hospital Walfredo Gurgel, de lá fui transferida para o hospital Médico cirurgico, onde passei 17 dias. Os 9 dias que passei no Walfredo Gurgel, não lembro de nada, devido uma fratura temporal e em mastóide direita e na base central do crânio.

Uma menina independente, mas que de uma hora pra outra me vi dependendo da ajuda de pessoas para me dar banho, comer e realizar minhas necessidades. Eu poderia ter me revoltado contra Deus e falar: Senhor, porque justo comigo aconteceu isso? Poderia até ter caído em uma depressçao porque eu andava muito, quase não parava em casa e de repente você saber que nem tão ceo poderia voltar a andar. Mas não, eu não pensei assim. Minha Fé moveu Montanhas.

Minha mãe me contou que na agonia delirando eu fazia o Pai Nosso e dizia que ja trinha rezado três missas. foi Dificil pra mim passar 26 dias londe das pessoas que amo, dos meus amigos e familiares. Mas eu era muito forte e pensava assim: O importante é que eu vou ficar boa logo logo e vou está ao lado de todos.

Deus e Maria são tão bons e nos ama tanto que em enviaram dois anjos da guarda pra me ajudar. Martins, que mecheu na minha cabeça e foi aí que eu sangrei muito e o médico me disse que eu tenho que levantar as mãos e agradecer primeiramente a Deus e em segundo a Martins, porque se ele não tivesse mechido na minha cabeça, tinha dado hemorragia interna e hoje eu não estava aqui contando minha história. E Tota de Aristóteles que me tirou do Walfredo Gurgel e me colocou no Médico Cirurgico, porque se não fosse ele, eu ainda estava internada lá porque mas de 300 pessoas esperam por uma vaga de cirurgia ortopédica lá no Walfredo. Teve um dia que eu estava sentindo muita dor na perna e chorava muito, peguei meu terço e comecei a rezar, pedindo a Nossa Senhor que viesse com seu Manto e passasse sobre minha perna para aliviar minhas dores, e em um piscar de olhos eu não sentia mais nada. Eu pedia muito a Deus Paciência para lidar com tudo e agradecia por minha vida.

Na primeira Missa de Cura e Libertação do Cerco de Jericó, minha mãe ligou pra mim e eu falei: - Mãe vou desligar, porque nesse exato momento vai começar a Missa de Cura e Libertação lá em Carnaúba dos Dantas e eu vou rezar. E na sexta de manhã minha mãe voltou a ligar e eu disse: - mão, hoje é o dia da minha grande VITÓRIA, mas quando o médico viu o raio-x disse que não iria ser preciso operar, que era melhor colocar um ferro para alinhar os ossos da bacia, porque com o tempo se fosse preciso operar iria ser simples a cirurgia. No ultimo dia do Cerco de Jericó teve novamente a Missa de Cura e Libertação. Na quinta de tarde foi solicitado outro raio-x para ver como andava os ossos da bacia. O médico me disse que poderia ser preciso operar porque o osso da bacia ainda não estava totalmente alinhado e disse: - Mylla, vamos rezar para que não seja preciso operar. Durante a Missa de cura e libertação no hospital eu rezava muito e pedia a Deus para não ser preciso operar, e com dois dias depois o médico se surpreendeu porque o osso que iria ser operado estava totalmente colcado e que definitivamente eu não iria ser operada, e ele disse: - Mylla, o que foi isso? Eu falei: - Foi Deus. Por isso que falo que não fui operada pelo médico, mas sim por Deus. Eu tenho certeza que se eu não tivesse tanta FÉ, hoje eu não estava aqui. Todos os dias da minha vida eu vou agradecer a Deus e a Mãe Santíssima por minha vida e saberei aproveitar minha nova oportunidade de vida como Deus e Nossa Senhora mandar.

No dia da coroação do ermo eu já estava em casa e chorava muito porque queria ir a Missa, mas não podia porque ainda não me sentava nem andava, mas ali no meu quarto toda vez que eu olhava a imagem de Nossa Senhora e Jesus Cristo minha vontade era de se ajoelar e se levantar e agradecer. Era como se eles mes dissessem: "LEVANTA E ANDA".

E no dia de Corpus Christi, me senti novamente chamada por Deus, só que a me sentar e era como se Deus me dissesse: - Mylla, se sente! Se você cair eu te levanto! Foi muito emocionante porque depois de dois dias que eu sentei, voltei a Natal e o médico me liberou pra sentar e andar de muletas e foi aí que eu percebi que toda quinta feira, desde o tempo do cerco de jericó, acontecia um milagre na minha vida. O médico me deu oito meses para voltar a andar e por um milagre de Deus, hoje estou andando sem ajuda de nada e pude participar do Seminário de Vida no Espírito Santo, onde Deus me mostrou que os obstáculos são grandes, mais confias tudo NELE que tudo dará certo. A minha FÉ trouxe a mim, a minha cura!!! Milagres acontecerem, pois eu sou um milagre e estou aqui.

Nesse Momento quero agradecer a todos que me colocaram e ainda me colocam em oração. Que Deus abençoe a todos como me abençoou!


Testemunho enviado por Mylla Sabrina -

Postagem escrita por: Reginaldo Batista dos Santos Junior
Coordenador do Grupo de Oração Estrela da Manhã RCC

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Encontro Diocesano do Ministério Jovem



I ENCONTRO DIOCESANO DO MINISTÉRIO JOVEM

TEMA: AQUI TEM JOVEM, AQUI TEM FOGO



Caríssimos irmãos, paz e fogo.


O Minstério Jovem Diocesano, na coordenação do Nosso Irmão Antônio de Lima, recém eleito também, coordenador do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças da cidade de Guarabira-PB, vem através de uma iniciativa fantástica, promover o I ENCONTRO DIOCESANO AQUI TEM JOVEM AQUI TEM FOGO, convidando todos os jovens a resgatar o fogo do Espírito Santo que inflama dentro de nós Carísmático.


Será um dia de Aviamento, pregação, e muito clamor do Espírito Santo, por esse ministério que resgata e controi vidas. É chegado um tempo de levante na Renovação de Guarabira, e com o Ministério Jovem não deixaria de ser assim. É chegada a hora de fazermos a DIFERENÇA, de levantarmos um Exercito Jovem, Um Exercito de Santos, SANTOS DE CALÇA JEANS.


Você é convidado, a junto com a Juventude Diocesana de Guarabira-PB e região, clamar no dia 06 de novembro, na antiga Cúria Diocesa, Por trás da Catedral de Guarabira, o Fogo do Espírito Santo na tua vida, no teu Ministério e pra toda a Juventude Carismática.


Segue A seguir a Programação:


08:00 hs - Incrição (R$ 3,00)

08:30 hs - Início com o Santo Terço

09:00 hs - Animação e Oração

09:40 hs - 1ª Pregação - Cleodé - Coord. Estadual do Ministério Jovem

10:30 hs - Intervalo

11:00 hs - Santa Missa

12:00 hs - Intervalo para o Almoço

14:00 hs - Animação e Oração

14:30 hs - 2ª Pregação - Cleodé - Coord. Estadual do Ministério Jovem

15:20 hs - Encenação

15:35 hs - Palavra do Coordenador (Antônio - Coord. Diocesano do MJ)

16:00 hs - Encerramento

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A busca da Perfeição

A busca da perfeição
Não se deve nivelar as normas de Deus com os preceitos humanos

"Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5,38-48). Esta clara determinação do Mestre divino é um vibrante apelo à fuga de toda e qualquer mediocridade. Cristo nos ensina que o apelo à santidade é para todo batizado.
Muitos julgam que a perfeição cristã está reservada aos grandes místicos como Santa Catarina de Sena, São João da Cruz ou Padre Pio. Eis aí um ledo erro, pois tal é a vocação de todo aquele que tem fé, dado que Deus já preceituara no Antigo Testamento: “Sede santos, porque eu sou santo”, como está no Livro do Levítico (Lv 2,43-45).

Jesus veio a esta terra para mostrar como colocar em prática a solicitação divina. Os santos realizaram de maneira excelente aquilo que todo cristão deve querer ser se tiver plena consciência de sua vocação. Não se trata de viver na estratosfera, num estado de alienação, mas simplesmente estar imbuído de uma disposição sincera de adesão à vontade do Ser Supremo, amando-O e ao próximo como Jesus amou.

Amar é preferir. É sacrificar as preferências egoístas para aderir às de Deus e aos legítimos interesses dos irmãos na fé, inclusive amando os inimigos e por eles orando.
Na prece do Pai Nosso se reza o que nem sempre se coloca em prática: “Seja feita a vossa vontade”. São Paulo decodificou o amor ao semelhante com detalhes magníficos: “A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não se ufana, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita o mal. Não folga com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,4-7).

A busca da perfeição, assim conceituada, é sem limites, pois o referencial dado por Cristo é a santidade divina. Ele deu a seus seguidores um modelo a imitar.
Não se deve abaixar as normas de Deus ao nível dos preceitos humanos. A medida que se deve aspirar é a imitação do Todo-Poderoso na sua infinita santidade.
Não há nunca um basta na caminhada do verdadeiro cristão. É claro que cada um alça seus vôos para o Alto de acordo com seus próprios carismas e sua atividade específica dentro da sociedade. Enraizado no batismo e na confirmação deste, cada um deve procurar o Reino de Deus ordenando as coisas temporais em vistas da salvação própria e dos outros. Tudo depende da união vital com Cristo, ou seja, uma sólida espiritualidade nutrida por uma participação ativa na Liturgia e expressa no estilo das oito bem-aventuranças evangélicas.

Na prática cotidiana isto significa a competência profissional, o senso sagrado do espírito familiar e cívico, as virtudes sociais. Além disto, na medida do possível, o engajamento nas diversas pastorais, colaborando na difusão do verdadeiro Cristianismo. Nunca se deve esquecer que para aqueles que assim amam a Deus tudo coopera para o bem.
A sublime missão de todo batizado é ser predestinado a reproduzir a imagem do Filho de Deus para uma multidão de irmãos. Diz São Paulo: “Os que Ele predestinou, Ele também os chamou. Os que Ele chamou, Ele justificou. Os que Ele justificou, ele os glorificou” (Rm 8,28-30). Deste modo, a santidade do povo de Deus se espalha em frutos abundantes como testemunha.

A força para o progresso espiritual advém a cada um através dos sacramentos que conferem as graças especiais para a vivência plena do Evangelho. O que não se pode, porém, esquecer é que o caminho da perfeição passa pela cruz. Não há santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso implica ascese, mortificação, que conduzem gradualmente a viver na paz.

A perfeição que Cristo preceitua tem, de fato, que passar pelo Calvário. Os sacrifícios diários no exercício da profissão, as tarefas de todo instante, a convivência com os semelhantes, a luta contra a carne e seus desejos maus e cobiças desregradas, a fuga das ocasiões de pecado, enfim, tudo isto a cada hora, sem paciência e muita determinação, ninguém consegue sem vencer, conviver consigo mesmo e com o próximo. Animado, contudo pelo Espírito de Jesus, pode o cristão vencer os movimentos desordenados da alma, lutando contra eles. É o que ensina São

Paulo: “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo espírito, andemos também no espírito” (Gl 5, 25).

É, deste modo, que o cristão espera a graça da perseverança final e a recompensa de Deus, seu Pai, pelas boas obras realizadas com sua graça em comunhão com Jesus. Ao guardar esta regra de vida quem crê, vive na casa da esperança, olhos voltados para a Cidade santa, a Jerusalém celeste.
Eis o destino de todo aquele que, virilmente, corajosamente, prontamente busca as veredas da perfeição, as quais nunca se tornam possíveis para os fracos, os pusilânimes, os covardes.

Por tudo isto ser santo é ser salvo.


Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

É preciso fazermos a Diferença!!!



Os primeiros cristãos marcaram a história da humanidade. E nós, que diferença estamos fazendo no mundo?

Meu irmão, minha irmã, eu peço que você leia com atenção o breve texto abaixo, que retrata um estilo de vida que muito nos diz respeito:

“Eles estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas com sua vida ultrapassam as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos e, desse modo, lhes é dada a vida; são pobres, e enriquecem a muitos; carecem de tudo, e têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida” (carta a Diogneto, n. 5).

Você certamente já sabe a respeito de quem o autor está falando. Esse é um texto muito antigo, escrito nos inícios da propagação da fé cristã.

Nas origens, aqueles que eram “autenticamente” cristãos davam esse tipo de testemunho, tanto que muitos estudiosos, que se dedicam a analisar a vida das primeiras comunidades cristãs, atestam que a mensagem evangélica, a fraternidade vivida nos grupos e o testemunho de santidade, indo até o martírio, levaram muitos a aderirem à nova religião.

Na sequência do texto, o autor diz: “Em poucas palavras, assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo”. Eles, os cristãos, davam vida ao mundo!

E com quem aprenderam a ser assim? Com o Senhor Jesus, claro! Sim, os cristãos, verdadeiramente fiéis, imitavam Jesus Cristo, tendo por base a Doutrina propagada pelos apóstolos.

E quanto a nós? Se alguém se dedicar a nos observar e retratar o nosso estilo de vida, hoje, como irá nos descrever? Nós, que somos católicos, que frequentamos a Missa, Grupos de Oração, que imagem passamos aos que nos conhecem, convivem conosco?

É necessário que façamos essa autoavaliação, porque temos o compromisso de dar testemunho de vida. Esse é o primeiro meio de evangelização, como nos ensina Paulo VI (Evangelli Nuntiandi, n. 41).

Então, como estamos vivendo? Como temos conduzido nossa vida? Nossos pensamentos, sentimentos, ações são parecidos com os de Jesus?

Em quem nos espelhamos? Qual o papel dos Evangelhos em nossa vida? Eles pautam nosso agir? O que Jesus ensinou, nós buscamos fazer? Temos nos esforçado para isso?

Recebemos uma missão: ser “rosto e memória de Pentecostes”. Devemos mostrar ao mundo a face do cristianismo autêntico; não deixar cair no esquecimento o modelo de vida de nossos pais na fé. Isso é reimplantar uma cultura que já esteve fortemente presente na humanidade. Somos chamados a resgatar, na força que vem do alto, a “Cultura de Pentecostes”.

Somente cheios do Espírito Santo poderemos viver como Jesus viveu. Somente o Paráclito pode nos dar coragem para anunciar, viver o amor fraterno, a santidade. Clamemos sem cessar por sua presença, para que o mundo veja e creia.

Em Cristo,

Lúcia V. Zolin
Coord. nacional da Comissão e do Ministério de Comunicação Social da RCCBRASIL

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Está Descrente???



Está descrente?

Se ultimamente você tem pensado ou expressado seu desapontamento dizendo “estou descrente de Deus”, saiba que você não esta sozinho (a) você tem um bom número de companheiros! Portanto, vou dizer-lhe o mesmo que já disse a outros que usaram esta mesma expressão: Você precisa urgentemente desacreditar desse deus que você criou. Você precisa não só desacreditar como abandonar esse deus, cuja única função é tomar conta do seu dinheiro, da sua casa, do seu carro e da sua saúde, e cujas palavras estão voltadas somente para as satisfações desta vida.

Você não pode continuar crendo num deus que não lhe acena com a paz e o descanso da justiça realizada por ele mesmo. Nesse deus que evita tocar no assunto morte e vida eterna e que dispensa compromissos e comprometimentos, enfim num deus que não lhe diz nada.

Entretanto, mais do que abandonar esse deus medíocre, barato, transitório, modista e limitado ao que a carne exige e sente, você precisa aproximar-se e tornar-se íntimo do Deus que se revela pela sua Palavra e pela sua Igreja, e conhecê-lo. É o Deus que se tornou homem, que se encarnou no ventre da Santíssima Virgem Maria, para se comunicar de maneira amorosa e total. Você e eu precisamos levar a sério o aviso do Deus Eterno que diz: “Sou eu,sou eu o Senhor, não há outro salvador a não ser eu”(Is 43,11). Você precisa descansar no Deus que a cada dia renova suas misericórdias a seu favor, No Deus que, por amor, deu o próprio Filho ao sacrifício para que o pecado não tivesse domínio sobre você nem o lançasse no inferno. Você precisa se entregar, parar de resistir, não mais tentar produzir um “substituto” ao Deus que se revelou, que salva e anuncia continuamente o Seu rosto misericordioso.


Que Deus nos abençoe!

Salve Maria!


Nei

Que Jesus seja amado por todos os corações!